Tributo a Homero Silva, pioneiro da televisão brasileira

Crônica de Francisco Souto Neto para o Jornal Centro Cívico

Para publicação em Março de 2015

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Tributo a Homero Silva, pioneiro da televisão brasileira

Francisco Souto Neto

Homero Domingues da Silva nasceu em São Paulo a 30 de janeiro de 1918. Ele e seu irmão Gilberto entraram para a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, classificados respectivamente em primeiro e segundo lugares. Enquanto Gilberto seguiu a carreira jurídica, Homero fez um concurso para locutor na Rádio Tupi de São Paulo, e logo foi considerado como a mais bela voz dentre todos os locutores da capital. Em poucos anos ele chegou a diretor da emissora. Em 1938 criou o programa infantil “Clube do Papai Noel”, que teve representações de Porto Alegre a Fortaleza. Homero esteve várias vezes em Curitiba, que tinha na antiga Rádio Guairacá uma versão local do seu programa: o Clube Mirim M-5, apresentado por Aluísio Finzetto. Em São Paulo, Homero Silva foi o padrinho artístico de inúmeras celebridades, dentre as quais Hebe Camargo, Wilma Bentivegna, Vida Alves, Wanderley Cardoso e um número imenso de outros que se tornaram muito importantes. Em Porto Alegre, o Clube do Papai Noel (lá denominado Clube do Guri) descobriu a cantora Elis Regina. Já famoso radialista, ele fez cinema, tendo atuado em alguns filmes, como “Quase no céu” em 1949.

A primeira emissora de televisão em nosso país, a TV Tupi, foi inaugurada em 1950. Como somente poucas dezenas de pessoas tinham televisores em casa, o dono da emissora, Assis Chateaubriand, importou duzentos aparelhos que distribuiu em praças e locais públicos, para que milhares de paulistanos pudessem saber o que era a televisão. Chateaubriand convidou Homero Silva para apresentar o primeiro programa que foi ao ar no dia 18 de setembro de 1950. Exatamente às 17 horas apareceu na tela o rosto de Homero que, com sua voz bela e poderosa, convidou Lolita Rodrigues a cantar o “Hino da TV”. Depois disso, Homero apresentou o primeiro programa, batizado de “TV na Taba”, e chamou Mazzaroppi, que representou um número cômico, depois Lima Duarte, que atuou como ator num monólogo, em seguida pediu a Ivon Cury para ir ao palco cantar… e assim começou a história da televisão no Brasil.

Nos anos que se seguiram, Homero Silva criou importantes programas, como o “Clube dos Artistas” (que apresentou por cerca de 10 anos e depois passou a ser comandado por Airton e Lolita Rodrigues) projetando um número incalculável de grandes profissionais que se imortalizaram em todos os campos da arte e cultura, principalmente na música e nos vários aspectos da dramaturgia.

Na década de 50 Homero Silva casou-se em segundas núpcias com Mariinha de Salles Souto, irmã de meu pai, com quem teve uma filha, a minha prima Silvana, hoje médica. Ele conquistou mais de uma dúzia de troféus Roquette Pinto como “o melhor apresentador da televisão do Brasil”. Foi o principal locutor da TV Tupi de São Paulo durante muitos anos.

Quando garoto, eu tinha fascínio por esse meu tio, porque ele vivia no que era, para mim, o mundo mágico da televisão. Certa vez, visionário, disse-me ele: “Um dia, num futuro distante, todas as pessoas poderão ter emissoras de televisão em suas próprias casas”. Naquele tempo a televisão ainda não existia no Paraná, e essas palavras do meu tio criaram em mim fantasias sobre o futuro do mundo. Como Homero Silva faleceu em 1981, não viveu para conhecer os prodígios da internet que de fato agora nos permitem que tenhamos os nossos próprios “canais de televisão caseiros” através do YouTube e outros.

Homero interessou-se também pela política, foi o mais votado vereador da capital de São Paulo por duas vezes seguidas, e depois foi eleito deputado estadual, também por dois mandatos consecutivos. Quando candidatou-se a prefeito de São Paulo, perdeu para Lino de Matos por apenas 50 votos, o que suscitou polêmicas, mas Homero, sério e honesto, não levou a questão adiante. Depois foi presidente da Fundação Padre Anchieta, diretor da Rádio Cultura, presidiu a TELESP por quatro anos, e desde o final dos anos 80 foi professor de Direito Constitucional nas Faculdades FMU e de Bragança Paulista.

Homero Silva… um visionário, um gentleman requintado que se inclinava em cerimonioso beija-mão até mesmo às próprias cunhadas, alguém formidável e de grande cultura, um político ético, o pioneiro da televisão no Brasil e, acima de tudo, meu tio inesquecível.

(Francisco Souto Neto – Fevereiro de 2015)

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Fotos de HOMERO SILVA entre 1948 e 1955:

FOTO 1:

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Homero Silva (Homero Domingues da Silva) foi o primeiro rosto a aparecer num vídeo de televisão no Brasil e na América do Sul no dia 18 de setembro de 1950, quando inaugurou a TV Tupi de São Paulo, a convite de Assis Chateaubriand.

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FOTO 2:

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Homero Silva, após apresentar-se no vídeo da primeira transmissão da televisão brasileira, chamou Assis Chateaubriand, dono da emissora, para proferir o seu discurso.

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FOTO 3:

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Nesta foto da inauguração da TV Tupi, além de Homero Silva e Assis Chateaubriand aparece também Lolita Rodrigues.

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RARÍSSIMO FILME DE 24 SEGUNDOS:

Curtíssimo filme mudo da inauguração da TV Tupi de São Paulo em 1950, de apenas 24 segundos, com ênfase na cena de Homero Silva ao lado de Assis Chateabriand, durante o discurso deste último:

https://www.youtube.com/watch?v=XPHYCE8mVpg

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FOTO 4:

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Este é um fotograma do filme cinematográfico feito na inauguração da TV Tupi, com Assis Chateaubriand discursando ao lado de Homero Silva.

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FOTO 5:

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No segundo programa “TV na Taba”, Homero Silva recebe os cantores Ivon Curi e Hebe Camargo (anos depois Hebe Camargo passou a ser loura e uma das mais importantes apresentadoras da televisão brasileira).

FOTO 6:

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Aqui, e adiante, fotos tiradas nos meses seguintes com Homero Silva comandando seus programas ou fazendo entrevistas.

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FOTO 7:

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Assim eram os televisores no ano de 1950.

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FOTO 8:

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Homero Silva ouvindo a menina Sônia Maria Dorce.

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FOTO 9:

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Homero Silva com a menina Sônia Maria Dorce entre os palhaços Fuzarca e Torresmo.

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FOTO 10:

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Homero Silva entre as crianças no seu programa Clube do Papai Noel.

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FOTO 10-A:

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Crianças no Clube do Papai Noel.

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FOTO 11:

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Homero Silva realizando entrevistas na TV Tupi.

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FOTO 12:

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Homero Silva, em seu programa, entrevistando personalidades de Ourinhos. Foto de Francisco de Almeida Lopes.

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FOTO 13:

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Fotograma do filme “Quase no céu”, de 1949, onde Homero Silva atua como noivo de Vida Alves. A direção foi de Oduvaldo Viana. No elenco, além dos mencionados Homero Silva e Vida Alves, atuaram: Dionízio de Azevedo, Hebe Camargo, Lia de Aguiar, Paulo de Alencar, Lima Duarte, Lolita Rodrigues, Carmen Silva, Oduvaldo Viana Filho, Maria Vidal e outros artistas.

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FOTO 14:

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No livro “O Espetáculo da cultura paulista”, de David José Lessa Mattos, encontra-se o cartaz do filme “Quase no céu”. Esse cartaz foi publicado em maio de 1949 no Diário da Noite e Diário de São Paulo (arquivo Lia de Aguiar).

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FOTO 15:

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No livro “O Espetáculo da cultura paulista”, de David José Lessa Mattos, página 66, encontra-se esta foto de Vida Alves, Dionísio de Azevedo (ao centro) e Homero Silva, num intervalo das filmagens de “Quase no céu” (foto originalmente publicada na revista O Cruzeiro de 9.10.1948):

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FOTO 16:

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Este é o Troféu Roquette Pinto, idealizado por Blota Júnior, que era entregue aos melhores do rádio e da televisão.

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FOTO 17:

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Foto de Homero Silva quando deputado pela UDN, aos 37 anos, em discurso proferido na 139ª Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa da capital de São Paulo, em 14.10.1955:

“…ocorreu há poucos dias, em São Paulo, um fato auspicioso que merece registro e o espontâneo aplauso dos representantes do povo: é que no Instituto ‘Adolfo Lutz’, por um biologista paulista [Roberto de Almeida Moura, médico do Laboratório de Vírus Neurotrópicos], foi isolado o vírus da poliomielite.

Não faz muito, esse trabalho, essa importantíssima descoberta se verificou nos Estados Unidos e o acontecimento teve, no mundo inteiro, a maior repercussão.

O que ocorreu em São Paulo, dadas as peculiaridades da incidência da paralisia infantil nos diversos países, é de uma grande importância, porque significa uma ampliação da vacina Salk nos nossos meios.

Foi, aliás, o esclarecimento que me proporcionou, há poucos instantes, o meu nobre amigo e colega Hilário Torloni, que é também ilustre médico. Cabe-nos, portanto, Srs.deputados, assinalando o fato, consignar os nossos aplausos, aplausos que devem ser não apenas um estímulo, mas um agradecimento do povo de São Paulo aos virologistas do Instituto ‘Adolfo Lutz’, na expectativa de que o prosseguimento  desses  estudos determine  a fabricação  muito  em  breve  da  vacina  entre  nós, sendo a debelação completa da incidência desse terrível mal”.

FOTO 18:

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O casal Mariinha de Salles Souto e Silva e Homero Silva.

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Visita de Francisco Souto Neto aos seus tios HOMERO SILVA e MARIINHA DE SALLES SOUTO E SILVA em agosto 1966, na Av. Angélica, São Paulo, em companhia da mãe Edith Barbosa Souto, da avó Nina de Barros Souto e das tias Jurema de Barros Souto e Cecy de Barros Souto.

FOTO 19:

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O casal Mariinha de Salles Souto e Silva e Homero Silva em casa.

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FOTO 20:

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Mariinha de Salles Souto e Silva.

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FOTO 21:

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As cunhadas Mariinha e Edith Barbosa Souto.

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FOTO 22:

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Nina de Barros Souto e Francisco Souto Neto (avó e neto).

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FOTO 23:

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Homero Silva e Mariinha de Salles Souto e Silva (com as irmãs Jurema de Barros Souto e Cecy de Barros Souto).

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FOTO 24:

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Francisco Souto Neto com os tios Homero Silva e Mariinha.

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Em abril de 1974, Francisco Souto Neto, o irmão Olímpio Souto e a mãe de ambos, Edith Barbosa Souto (com seu chihuahua Quincas Little Poncho) visitam HOMERO SILVA e MARIINHA DE SALLES SOUTO E SILVA em sua casa de campo de Atibaia, onde estão vários parentes a passeio.

FOTO 25:

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Edith Barbosa Souto nos jardins da casa de campo, com o seu chihuahua Quincas Little Poncho.

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FOTO 25-a:

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Familiares reunidos na casa de campo. Em pé: Edith Barbosa Souto, Jacyra Souto Martini, Nina de Barros Souto, Jurema de Barros Souto, Cecy de Barros Souto (segurando o bebê de Maria Cecília), Hélio Martini, Olímpio Souto, Mariinha de Salles Souto e Silva, Silvana de Salles Silva e Homero Silva. Sentados: Aristides Medeiros, Maria Cecília Medeiros e criança de ambos.

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FOTO 26:

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Homero Silva e Francisco Souto Neto segurando dois dos muitos troféus Roquette Pinto conquistados por Homero como “o melhor apresentador da televisão no Brasil”.

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FOTO 27:

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Homero Silva, Aristides Medeiros e Olímpio Souto dirigindo-se aos fundos da chácara.

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FOTO 28:

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Francisco Souto Neto e Homero Silva na linda capela que Homero e Mariinha mandaram construir na sua chácara.

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FOTO 29:

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Mariinha de Salles Souto e Silva colhendo uma romã no pomar da sua chácara.

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Em setembro de 1980 Francisco Souto Neto visita seus tios HOMERO SILVA e MARIINHA DE SALLES SOUTO E SILVA, e prima SILVANA SALLES SILVA, em seu esplêndido apartamento no Edifício Bretagne, na Av. Higienópolis, São Paulo.

Foto 30:

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Visita de Francisco Souto Neto aos tios Homero e Mariinha.

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FOTO 31:

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Mariinha e Homero Silva.

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FOTO 32:

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Silvana de Salles Silva.

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Francisco Souto Neto e Homero Silva.

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FOTO 34:

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O casal Homero Silva e Mariinha.

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FOTO 35:

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Sentam-se num mesmo sofá: Francisco Souto Neto, Silvana, Homero Silva e Mariinha.

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FOTO 36:

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Mariinha, Homero Silva e Silvana.

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FOTO 37:

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Mariinha de Salles Souto e Silva na sala de jantar. À esquerda, Silvana refletida no espelho.

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FOTO 38:

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Mariinha, Souto Neto e Silvana.

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FOTO 39:

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Mariinha de Salles Souto e Silva.

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FOTO 40:

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Mariinha e seu sobrinho Francisco Souto Neto.

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1981

FOTO 41:

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Um ano após as fotos acima falece Homero Silva em 19 de setembro de 1981, o que foi noticiado nas revistas Veja e Visão, e nos principais jornais do país. Acima, na Folha de São Paulo.

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No endereço abaixo, de um blog que abrange os anos de 1980, 1981 e 1982, as notícias sobre o falecimento de Homero Silva poderão ser encontrados no espaço reservado ao ano de 1981:

https://franciscosoutoneto.wordpress.com/2012/01/20/1102/

FIM

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Emiliano Perneta, Enói Renée Navarro Swain e Adalto de Araújo revisitados no Jubileu de Diamante da Academia de Letras José de Alencar (e mais abaixo, ainda neste mesmo espaço: TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014)

Crônica de Francisco Souto Neto para o Jornal Centro Cívico

Para publicação em Dezembro de 2014

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Francisco Souto Neto

Emiliano Perneta, Enói Renée Navarro Swain e Adalto de Araújo revisitados no Jubileu de Diamante da Academia de Letras José de Alencar

Em Curitiba todos conhecem a Rua Emiliano Perneta, mas poucos sabem que essa via pública homenageia aquele que em 1911, numa festa no Passeio Público, foi aclamado “o príncipe dos poetas paranaenses”. Nascido em 1866 e considerado o maior poeta do Paraná em seu tempo, começou influenciado pelo Parnasianismo, mas foi um dos precursores do Simbolismo. Fez sucesso em São Paulo e no Rio, onde residiu, como jornalista e poeta. Abolicionista, proferiu palestras em defesa dos ideais libertários. Publicava artigos políticos e literários, e foi um grande divulgador, em Curitiba, do poeta francês Baudelaire. Nesta Capital, em 1912 foi um dos fundadores do Centro de Letras do Paraná. Falecido em 1921, ele é o patrono da cadeira nº 26 da Academia de Letras José de Alencar. 

Adalto Gambassi de Araújo foi o primeiro ocupante da cadeira 26 da Academia de Letras acima mencionada. Ele tem uma histórica que se liga à minha família. Nascido em Ponta Grossa em 1922, era filho de Adalberto Carvalho de Araújo. Seu pai, Adalberto, e meu pai, Arary Souto, ambos jornalistas, entre as décadas de 40 e 50 foram pares de diretoria no Jornal do Paraná, então o diário mais importante da cidade. O pai de Adalto era o diretor superintendente, e meu pai, Arary, o diretor de redação. Em 1952 Adalto de Araújo lançou o livro de poemas “Cântico para o século XX”, inovador e revolucionário em termos literários. Meu pai publicou no jornal um elogio a esse livro e daí surgiu a ideia de oferecer a Adalto uma página dupla, literária, nas edições dominicais, que foi a primeira do gênero em Ponta Grossa. E tem mais: Adalto era irmão da crítica de arte Adalice Araújo, que escrevia aos domingos na Gazeta do Povo. A saudosa Adalice, portanto irmã de Adalto, foi minha querida e grande amiga, falecida em 2012, e inúmeros dos nossos contatos estão perpetuados na imprensa, e agora também na web.

 Enói Renée Navarro Swain, escritora, jornalista e pedagoga, nascida em 1920, dedicou-se ao ensino. Sobre seus livros, escreveu Helena Kolody: “são livros de mãe e de mestra – de mãe que acompanhou, vivendo com amor a infância dos filhos; de mestra possuidora de larga visão pedagógica e seguro conhecimento da psicologia infantil”. Enói Renée lia Shakespeare para as filhas desde que elas eram pequenas. Bonecas não eram presentes comuns, e sim, cubos mágicos e brinquedos fantásticos que aguçassem a criatividade das meninas. Membro da Academia de Letras José de Alencar, ocupou a cadeira 26 e faleceu em 2009.

 É a esses grandes escritores que tenho a honra de suceder desde a noite de 27 de novembro de 2014, quando passei a ocupar a cadeira patronímica nº 26 da Academia de Letras José de Alencar, que naquela ocasião elegeu sua nova diretoria em comemoração ao Jubileu de Diamante – 75 anos da fundação – daquela casa de cultura. Foram admitidos seis novos associados efetivos: Adriano Pires Ribas, Charyana Gamballe Correia, Claudinei Roncolatto, Estela Carmem Pereira Sandrini (Teca Sandrini), Iza Zilli e e Regina Celi Simões Ângelo. Quatro acadêmicos foram elevados a titulares, assumindo cadeiras patronímicas: Luislinda Dias de Valois-Santos na Cadeira 6, Hamilton Bonat na Cadeira 19, Lilian Deise de Andrade Guinski na cadeira 23, e eu, Francisco Souto Neto, na Cadeira 26.

 Ao mesmo tempo tomou posse a diretoria para o próximo biênio, que ficou assim constituída: Anita Zippin (presidenta), Arioswaldo Trancoso Cruz (vice-presidente), Celso de Macedo Portugal (1º secretário), Francisco Souto Neto (2º secretário), Janske Niemann Schlenker (1ª tesoureira), Nylzamira Cunha Bejes (2ª tesoureira), Hamilton Bonat (diretor de relações públicas), João Carlos Cascaes (diretor de comunicações), Tânia Rosa Ferreira Cascaes (diretora sócio-cultural); Joatan Marcos de Carvalho (1º orador) e José Wanderlei Resende (2º orador), um grupo coeso e irmanado em prol da cultura e das letras, pela grandeza do Paraná.

(Francisco Souto Neto – Dezembro de 2014)

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No dia 27 de novembro de 2014, realizou-se sessão magna da Academia de Letras José de Alencar, a quarta no Palacete dos Leões, quando quatro associados passaram a titulares, ocupando cadeiras patronímicas: Luislinda Dias de Valois-Santos na cadeira nº 6, Hamilton Bonat na cadeira nº 19, Lilian Deise de Andrade Guinski na cadeira nº 23 e Francisco Souto Neto na cadeira nª 26. Foram também admitidos os novos sócios titulares: Adriano Pires Ribas, Charyana Gamballe Correia, Claudinei Roncolatto, Estela Carmem Pereira Sandrini (Teca Sandrini), Iza Zilli e a sócia-correspondente Regina Celi Simões Ângelo. Em seguida, um coquetel comemorou o Jubileu de Diamante da Academia (75 anos de fundação). 

Ao mesmo tempo tomou posse a diretoria para o próximo biênio, que ficou assim constituída: Anita Zippin (presidenta), Arioswaldo Trancoso Cruz (vice-presidente), Celso de Macedo Portugal (1º secretário), Francisco Souto Neto (2º secretário), Janske Niemann Schlenker (1ª tesoureira), Nylzamira Cunha Bejes (2ª tesoureira), Hamilton Bonat (diretor de relações públicas), João Carlos Cascaes (diretor de comunicações), Tânia Rosa Ferreira Cascaes (diretora sócio-cultural); Joatan Marcos de Carvalho (1º orador) e José Wanderlei Resende (2º orador). Adiante encontra-se a íntegra do discurso de Francisco Souto Neto e fotografias registram a festividade.

No discurso de Francisco Souto Neto, o elogio ao patrono e aos seus antecessores na cadeira nª 26:

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Aqui, entre as duas fotos abaixo, você assiste e ouve ao discurso de cinco minutos de Francisco Souto Neto ao assumir a Cadeira Patronímica nº 26 da Academia de Letras em 27.11.2014:

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https://www.youtube.com/watch?v=zdzYcCf96Do

004

Francisco Souto Neto

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Eméritos Sr. Presidente e Srª Vice-presidente,

 Prezados confreiras e confrades,

 Autoridades presentes,

 Srªs e Srs. Convidados.

 

É o impossível, pois, que eu amo, unicamente,

A névoa que fugiu, a forma evanescente,

A sombra que se foi tal qual uma visão…

 

E por isso também, por isso é que eu suponho

Que a vida, em suma, é um grande e extravagante Sonho,

E a Beleza não é mais do que uma Ilusão!

 

São versos de EMILIANO PERNETA, conhecido como Príncipe dos Poetas Paranaenses, o principal representante do Simbolismo no Paraná. Ele é o patrono da cadeira nº 26 nesta Academia de Letras José de Alencar, que a partir de hoje tenho a honra de passar a ocupar. Ao mesmo tempo agradeço ao presidente Arioswaldo Trancoso Cruz, à vice Anita Zippin e a TODOS os demais acadêmicos que tão fraternal e calorosamente me acolheram nesta egrégia Casa de cultura.

 Meus dois antecessores na cadeira patronímica 26 foram Enói Renée Navarro Swain e Adalto Gambassi de Araújo.

 Enói Renée, escritora, jornalista e pedagoga, dedicou-se ao ensino. Sobre seus livros, escreveu Helena Kolody: “são livros de mãe e de mestra – de mãe que acompanhou, vivendo com amor a infância dos filhos; de mestra possuidora de larga visão pedagógica e seguro conhecimento da psicologia infantil”. Nascida em 1920 em Cerro Azul, sempre morou em Curitiba. Enói Renée lia Shakespeare para as filhas desde que elas eram pequenas. Bonecas não eram presentes comuns, e sim, cubos mágicos e brinquedos fantásticos que aguçassem a criatividade das meninas. Faleceu em 2009 e é ainda lembrada com saudade e carinho pelos seus amigos desta Academia.

 Adalto de Araújo, primeiro ocupante da cadeira 26, tem uma história que se liga à minha família. Ele nasceu em Ponta Grossa em 1922 e era filho de Adalberto Carvalho de Araújo. Seu pai, Adalberto, e meu pai, Arary Souto, ambos jornalistas, entre as décadas de 40 e 50 foram pares de diretoria no Jornal do Paraná, o diário mais importante da cidade. O pai de Adalto era o diretor superintendente, e meu pai, Arary, o diretor de redação. Em 1952 Adalto de Araújo lançou o livro de poemas “Cântico para o século XX”, inovador e revolucionário em termos literários. Meu pai publicou no jornal um elogio a este livro e daí surgiu a ideia de oferecer a Adalto uma página dupla, literária, nas edições dominicais, que foi a primeira do gênero em Ponta Grossa. E tem mais: Adalto era irmão da crítica de arte Adalice Araújo, certamente conhecida por todos os presentes, que escrevia aos domingos na Gazeta do Povo. A saudosa Adalice, portanto irmã de Adalto, foi minha querida e grande amiga, falecida em 2012, e inúmeros dos nossos contatos estão perpetuados na imprensa, e agora também na web.

 Tudo isto gravita ao redor de Adalto de Araújo. Mais uma demonstração, minha querida amiga e madrinha Anita Zippin, de que há uma mecânica misteriosa, incompreensível, como uma espécie de mandala cósmica, alinhavando as nossas vidas que, neste instante presente, aqui na Academia de Letras José de Alencar, faz uma ponte indelével com a minha infância.

 Ao concluir, vou ler uma pequena poesia bem-humorada do visionário Adalto de Araújo, escrita na década de 40. Ele certamente tinha assistido ao filme Metropolis, do diretor Fritz Lang, um dos expoentes do neo-expressionismo alemão, quando pela primeira vez no cinema concebeu-se a visão de um robô. Em sua poesia, Adalto incorpora o “homem-máquina”, e seu título é “Fala o Sr. Robott”:

 FALA O SR. ROBBOT

 

É bom que eu diga, enfim, sem mais tardança,

Para evitar mais confusões, senhores,

O meu corpo, que pasmem os doutores,

É um Robbot que em suas peças dança.

 

Meus membros são de ferro incorruptível

E se articulam com peças estranhas,

E tenho em meu tronco, em vez de entranhas,

Um perfeito motor ultra-sensível.

 

Apanho as ondas com o meu radar…

Gravo o que ouço com fios! Meus olhos são

Células fotoelétricas e o coração

As correntes controla em seu pulsar.

 

Ouço à distância mais do que um vidente…

Capto até a harmonia dos espaços

E se quiser voar, estendo os braços

E vou brincar co’as nuvens – doidamente.

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FOTOGRAFIAS DAS SOLENIDADES E DO COQUETEL:

Convite para a solenidade:

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FOTO 1:

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Os convidados vão chegando ao Palacete dos Leões para a solenidade. Em primeiro plano, Teca Sandrini com sua filha. Ao fundo, à direita, Yara Cruz e Janske Niemann Schlenker. Atrás de Teca Sandrini, estão Claudinei Roncolatto e esposa. Atrás, Francisco Souto Neto conversa com Rubens Faria Gonçalves e Isabelle Aguilar. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 2:

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Os convidados continuam chegando. Iza Zilli (de preto) conversa com Teca Sandrini, Anita Zippin (de costas) fala com Dione Mara Souto da Rosa. À extrema direita, Charyana Gamballe Correia vê sua mãe (entre Iza e Anita). Ao fundo, Isabelle Aguilar e Rubens Faria Gonçalves observam o movimento. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 3

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Tânia Rosa Ferreira Cascaes e Francisco Souto Neto. (Foto Waldo Rafael)

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FOTO 4:

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Charyana Gamballe Correia e Francisco Souto Neto. (Foto Waldo Rafael)

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FOTO 5:

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Celso de Macedo Portugal. À esquerda, Nylzamira Cunha Bejes. (Foto Vanessa Malucelli Andersen)

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FOTO 6:

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À esquerda, Francisco Souto Neto e à direita Hamilton Bonat. De costas, Luislinda Dias de Valois-Santos e Tânia Rosa Ferreira Cascaes. De frente, Arioswaldo Trancoso Cruz (um pouco encoberto por Luislinda) e Anita Zippin. (Foto João Carlos Cascaes)

 

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FOTO 7:

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Francisco Souto Neto, Lélia Brown, Luislinda Dias de Valois-Santos, Estela Sandrini e Iza Zilli. (Foto Vanessa Malucelli Andersen)

 

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FOTO 8:

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João Carlos Cascaes. (Foto Tânia Rosa Ferreira Cascaes)

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FOTO 9:

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As autoridades que compuseram a mesa: Dálio Zippin Filho, Ernani Costa Straube, Arioswaldo Trancoso Cruz, Joatan Marcos de Carvalho e Júpiter Rodrigues. Anita Zippin, na tribuna, fez o protocolo. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 10:

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Francisco Souto Neto coloca a toga nos ombros de Iza Zilli, nova sócia-efetiva. (Foto Vanessa Malucelli Andersen)

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FOTO 11:

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Francisco Souto Neto coloca a toga nos ombros de Iza Zilli, nova sócia-efetiva. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 12:

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Francisco Souto Neto dá um laço nos galões prateados de Iza Zilli. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 13:

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Dálio Zippin Filho e Diana Zippin colocam a toga nos ombros de Luislinda Dias de Valois-Santos. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 14:

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Discurso de Luislinda de Valois ao assumir a cadeira patronímica nº 6. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 15:

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Discurso de Lilian Deise de Andrade Guinski ao assumir a cadeira patronímica nº 23(Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 16:

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Discurso de Hamilton Bonat ao assumir a cadeira patronímica nº 19. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 17

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Dione Mara Souto da Rosa (de costas) aproxima-se para colocar a toga nos ombros de seu tio Francisco Souto Neto, elevado a sócio-efetivo. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

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FOTO 18:

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Dione Mara Souto da Rosa colocando a toga em seu tio Francisco Souto Neto. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

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FOTO 19:

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Dione Mara Souto da Rosa dando um laço nos galões dourados do seu tio Francisco Souto Neto, observados por Anita Zippin na tribuna. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 20:

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Francisco Souto Neto recebe a diplomação das mãos de Joatan Marcos de Carvalho. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 20-A:

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Diploma da Academia de Letras José de Alencar, conferindo a Francisco Souto Neto ocupar a Cadeira Patronímica nº 26.

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FOTO 21:

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Anita Zippin convida Francisco Souto Neto a proferir o seu discurso. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

FOTO 22:

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Francisco Souto Neto inicia seu discurso, nesta foto observado por Claudinei Roncolatto, Charyana Gamballe Correia e Iza Zilli. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

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FOTO 23:

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O discurso de Francisco Souto Neto ao assumir a cadeira patronímica nº 26, de elogio aos seus antecessores e ao patrono Emiliano Perneta, poderá ser ouvido na íntegra no endereço abaixo, do YouTube. (Foto João Carlos Cascaes)

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ABAIXO, O LINK DO YOUTUBE COM O DISCURSO DE FRANCISCO SOUTO NETO, DE ELOGIO A SEUS ANTECESSORES, AO PASSAR A OCUPAR A CADEIRA PATRONÍMICA Nº 26 DA ACADEMIA DE LETRAS JOSÉ DE ALENCAR:

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FOTO 24:

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Durante o coquetel, Estela Carmem Pereira Sandrini (Teca Sandrini) e Francisco Souto Neto. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

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FOTO 25:

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Durante o coquetel, Francisco Souto Neto e Rubens Faria Gonçalves. (Foto Isabelle Aguilar)

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FOTO 26

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Durante o coquetel, Francisco Souto Neto entre Vanessa Malucelli Andersen e Iza Zilli. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

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FOTO 27:

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Durante o coquetel, Francisco Souto Neto entre Isabelle Aguilar e Dione Mara Souto da Rosa. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

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FOTO 28:

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Durante o coquetel, Luislinda de Valois e Francisco Souto Neto. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

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FOTO 29:

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Durante o coquetel, detalhe da foto de Francisco Souto Neto e Iza Zilli. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

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FOTO 30:

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Uma das mesas preparadas pela empresa Pan em Casa, de Ariadne Zippin, vista na foto acima. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 31:

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Grande movimento dos convidados no salão de festas. (Foto João Carlos Cascaes)

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FOTO 32:

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Ao final das sonelidades e do coquetel, Francisco Souto Neto e Dione Mara Souto da Rosa aparecem no alto da escadaria do Palacete dos Leões, enquanto Isabelle Aguilar permanece na metade da escada, em primeiro plano. (Foto Rubens Faria Gonçalves)

*

FOTO 33:

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Concluindo, para registrar momento de Anita Zippin, agora presidenta da Academia de Letras José de Alencar. (Foto de Geraldo Fuchs)

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Fim das fotos da Academia de Letras.

Adiante, algumas notícias publicadas em jornais:

Digitalizar3207

Acima, notícia publicada no CORREIO PARANAENSE de 28.11.2014, página 48.

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Digitalizar3209

Acima, nota publicada por Wilson de Araújo Bueno em sua coluna de 29.11.2014 da Gazeta do Povo.

*

Digitalizar3219

Acima, ampla notícia da sessão solene da Academia, por Iza Zilli, em sua coluna de 3.12.2014 às páginas 17 do jornal BEMPARANÁ.

Notícias publicadas em blogs:

http://www.blogizazilli.com/index.php/destaques/conexao-cultura-iza-zilli

http://www.blogizazilli.com/index.php/destaques/vanessa-social-60

http://jornalenoticias.com.br/ruy/?p=168065

http://www.bemparana.com.br/impresso/2014/12/03/#/17/zoomed

http://leitequenteenews.blogspot.com.br/search?updated-max=2014-12-04T07:00:00-02:00&max-results=20&start=35&by-date=false

FIM

-o-

TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014

 No dia 8 de dezembro de 2014 ocorreu um fato que nada tem a ver com a cerimônia acima relatada, mas como ocorreu apenas 11 dias após aquela, será comentada aqui neste espaço, e algumas fotografias ilustrarão este texto. 

É que Francisco Souto Neto foi homenageado com o TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014 por Carlos Queiroz Maranhão, devido a seu trabalho como jornalista desde a década de 70, com colunas em jornais e revistas, culminando com as crônicas que vem publicando no Jornal Centro Cívico há sete anos. A entrega dos troféus deu-se no Restaurante Madalosso.

As fotografias de nª 34 ao nº 52 foram tiradas com a câmera de Rubens Faria Gonçalves. As de nº 53 a 57 são as oficiais do evento, feitas pela equipe de Carlos Maranhão (Fotos Studio Karam). As de nº 58 a 62 foram tiradas pelo próprio Francisco Souto Neto no dia seguinte, em casa, com câmera automática.

FOTO 34:

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Dione Mara Souto da Rosa e Isabelle Aguilar com Francisco Souto Neto.

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FOTO 35:

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Francisco Souto Neto entre seus convidados Anita Zippin e o marido Geraldo Fuchs.

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FOTO 36

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Francisco Souto Neto e seu convidado Rubens Faria Gonçalves.

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FOTO 37:

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Francisco Souto Neto entre seus convidados para a cerimônia do recebimento do TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014.

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FOTO 38:

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Anita Zippin, Rubens Faria Gonçalves e Geraldo Fuchs.

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FOTO 39:

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Francisco Souto Neto entre suas convidadas (sobrinhas) Dione Mara Souto da Rosa e Isabelle Aguilar.

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FOTO 40:

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A chegada de Lylian Vargas (que também recebeu o troféu) e seus familiares.

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FOTO 41:

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Pouco antes do recebimento do prêmio.

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FOTO 42:

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Francisco Souto Neto momentos antes do recebimento do prêmio.

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FOTO 43:

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Carlos Queiroz Maranhão, o jornalista responsável pelo Troféu Imprensa, com Francisco Souto Neto.

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FOTO 44:

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Francisco Souto Neto recebe o TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014 das mãos de Carlos Queiroz Maranhão.

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FOTO 45:

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Francisco Souto Neto recebe o TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014 das mãos de Carlos Queiroz Maranhão.

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FOTO 46:

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Francisco Souto Neto retorna à sua mesa com o TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014.

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FOTO 47:

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Lylian Vargas (que também recebeu o prêmio TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014) posando com Francisco Souto Neto.

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FOTO 48:

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Lylian Betty Tamplin Vargas e Francisco Souto Neto foram pares de diretoria da Sociedade de Amigos dos Museus de Curitiba no começo da década de 90, ela na presidência e ele como diretor-secretário.

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FOTO 49:

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Francisco Souto Neto com o seu TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014, entre as sobrinhas Isabelle Aguilar e Dione Mara Souto da Rosa.

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FOTO 50:

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Souto com seus convidados, prestes a deixar o restaurante.

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FOTO 51:

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Fora do restaurante, Rubens e Souto.

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FOTO 52:

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Fora do restaurante, Mara e Isabelle.

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FOTO 53:

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Foto Studio Karam: mesa de Francisco Souto Neto com seus convidados: Anita Zippin e Geraldo Fuchs, Dione Mara Souto da Rosa e filha Isabelle Edith Aguilar da Rosa, e Rubens Faria Gonçalves.

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FOTO 54:

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Foto Studio Karam: ao retornar à sua mesa, logo após receber o Troféu Imprensa, Lylian Vargas é cumprimentada por Anita Zippin.

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FOTO 55:

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Foto Studio Karam: ao dirigir-se para receber o Troféu Imprensa, o jornalista Mário Celso se detém por um instante para cumprimentar Anita Zippin.

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FOTO 56:

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Foto Studio Karam: Carlos Queiroz Maranhão entrega o Troféu Imprensa a Francisco Souto Neto.

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FOTO 57:

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Foto Studio Karam: após o jantar, Carlos Queiroz Maranhão entrevista Francisco Souto Neto.

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FOTO 58:

trofeu-impr-2014-em_casa-1No dia seguinte, em casa, segurando seu chihuahua Paco Ramirez, Francisco Souto Neto com o troféu em 1º plano, sobre a mesa.

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FOTO 59:

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O Troféu Imprensa sobre o piano, em frente à escultura de Palas Atena, para ser fotografado com mais detalhes.

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FOTO 60:

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No dia seguinte, em casa, Francisco Souto Neto com o diploma do TROFÉU IMPRENSA BRASIL 2014.

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FOTO 61:

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O diploma do Troféu Imprensa em cartolina de grandes dimensões (33cm x 48cm).

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FOTO 62:

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Além do troféu propriamente dito, e do diploma, Carlos Queiroz Maranhão entregou um presente personalizado a Francisco Souto Neto (e aos demais homenageados) que consiste numa placa de vidro, uma espécie de alegoria na qual se lê: “EM 2014 EU SOU TROFÉU IMPRENSA DO BRASIL – FRANCISCO SOUTO NETO”.

FIM

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Professoras da minha infância: os inocentes e as bruxas

Crônica de Francisco Souto Neto para o Jornal Centro Cívico

Para publicação em Novembro de 2014

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Francisco Souto Neto

Professoras da minha infância: os inocentes e as bruxas

Na minha meninice, ia-se para o jardim-da-infância aos seis anos. O meu foi em 1950 no Colégio Sant’Ana, Ponta Grossa, na esquina da Av. Bonifácio Vilela com a Rua do Rosário. No primeiro dia eu e meu vizinho da mesma idade, Carlos Roberto Emílio, fomos levados pela minha irmã Ivone, de onze anos, que estudava na mesma escola. Tratava-se de um colégio feminino, de freiras, todavia o jardim-da-infância era misto e funcionava ao fundo do pátio do recreio, num pavilhão alcançado por escadaria externa. Minhas recordações são vagas, porém lembro-me de janelinhas ao lado dessa escadaria, que eram os respiros do porão, mas que os colegas chamavam de “o quarto escuro”, para onde as “irmãs” – as freiras – mandariam as crianças desobedientes. Entretanto as religiosas eram bondosas. Elas às vezes passavam entre as carteiras carregando imensos painéis com cenas bíblicas, enquanto contavam histórias. Eu usava chuca-chuca e cabelos meio compridos que, contudo, não ultrapassavam o limite da nuca. Além do amigo Carlinhos, lembro-me apenas de mais um colega do jardim-da-infância: Álvaro Correia de Sá Filho. Que teria sido feito dele e de todos os demais, meninos e meninas?

Em 1951, cabelo cortado, fui para o 1º ano do curso primário na Escola de Aplicação, esquina da Rua Dr. Colares com a Augusto Ribas, atrás do Cine Ópera. Os cabelos grisalhos da professora, dona Maria Antônia, eram unidos numa única longa trança levada para o alto da cabeça e presa em círculos, formando impressionante coroa. Começamos a escrever com lápis, e só no segundo semestre encontramos tinteiros embutidos nas carteiras, quando cada aluno recebeu uma pena. Pena era o nome da caneta de madeira, em cuja extremidade havia uma pena metálica. Ao lado, o indispensável mata-borrão. Passamos a conviver com nossos dedos indicador, médio e polegar manchados de tinta azul. Maria Antônia era severa e irritada. Numa das primeiras aulas uma garotinha errou a lição, e essa professora agarrou-a pelos cabelos, sacudiu-a como um crocodilo faz com sua presa, atirando-a contra duas carteiras que ao se deslocarem derrubaram outras crianças. Petrifiquei de pavor ao ver que bruxas existiam e Maria Antônia deveria ser a rainha delas. Durante todo o ano deu tapas na cabeça das crianças e eventuais beliscões. Por motivos ignotos, fui poupado. Embora eu nunca tenha apanhado de meus pais – que não batiam nos filhos – naquele tempo genitores e professores violentos eram comuns. No 2º ano primário, no mesmo colégio, minha professora chamava-se Ida, e foi a mudança da bruxa para a fada. No 3º ano já em Campo Grande, no Colégio Oswaldo Cruz, minha professora era linda, delicada, chamada Agnes, e foi a primeira paixão de muitos de nós aos 9 anos. O 4º ano primário foi em Presidente Venceslau, SP, e meu professor Armando, cego de nascença, era o mais competente da cidade, além de boníssimo. Sua secretária chamava-se Zilda.

De volta a Ponta Grossa, o curso de admissão ao ginásio era ministrado por dona Armida, que mantinha sobre sua mesa uma palmatória de madeira. Cursei os quatro anos seguintes no Ginásio Ponta-grossense, ou “Academia”. Durante aqueles quatro anos minha professora de Matemática foi dona Adelaide, uma terrível reedição de Maria Antônia. Desde logo revelou-se tirana, distribuindo “croques” (cascudos) nos meninos que eram chamados ao quadro-negro e erravam a lição. Quando muito irritada, pegava o pesado livro de chamada, de capa dura, e o lascava na cabeça da criança. Para nunca apanhar dela, eu estudei Matemática ferozmente, com sucesso. Sempre passei de ano com notas não exemplares, mas suficientes. Ao concluir o ginásio, aliviado por ficar livre da professora, em represália esqueci tudo o que aprendi da megera, e até hoje conto nos dedos. Na Academia, a antítese a Adelaide foram os professores Zanoni, Paschoal e Joselfredo, respectivamente de Português, Francês e Geografia, muito queridos pelos alunos.

Depois, no Curso Científico, tive professores intelectuais, como a de Literatura Francesa, que tinha o apelido de Grací (era Maria da Graça Aguiar Armellini, e depois Maria da Graça Trèny), que abria sua casa para falar aos alunos sobre literatura, pintura, música, cinema, teatro, tal como a Madame de Rambouillet do século XVII, que abria seu Salão Azul para reuniões com a intelectualidade parisiense, que inspiraram inovações sociais, culturais, arquitetônicas e literárias. Dona Graci foi preciosa amizade que levei por toda a vida. Mas esta já é uma outra história de tempos melhores…

(Francisco Souto Neto – Novembro de 2o14)

-o- 

OBSERVAÇÃO:

ADIANTE, ALGUMAS FOTOGRAFIAS DA ÉPOCA E LUGARES A QUE SE REFERE A CRÔNICA ACIMA.

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Na foto acima: Carlos Roberto Emílio, Francisco Souto Neto (ambos aos seis anos de idade) e Ivone Barbosa Souto (aos 11 anos). Foto de Arary Souto, registrando a saída para o primeiro dia de Souto Neto e Carlinhos no jardim-da-infância, Colégio Sant’Ana. A ordem era: os três de mãos dadas, por motivo de segurança, até chegarem ao colégio, uns quinze quarteirões adiante. Recordo-me de ter baixado um pouco a cabeça, porque o sol era muito forte e feria meus olhos.

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Francisco Souto Neto de chuca-chuca aos seis anos, com seu velocípede no fundo do quintal.

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Aos seis anos, no fundo do quintal, entre os pés de milho.

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Aos seis anos, tempos do jardim-da-infância, com este traje que se chamava “macacão”.

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No quintal uma das galinhas de estimação com seus pintinhos.

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Já no 1º ano do curso primário, finalmente com o cabelo cortado. Foto no fundo do quintal. Atrás de todos, Edith Barbosa Souto. Ao centro, Ivone com seu gato Juju. Ladeando a Ivone, estão Francisco Souto Neto (à esquerda) com sua galinha Dengosa, e Carlos Roberto Emílio à direita, com outra galinha de estimação. Em frente à Ivone, o menor de todos, que era o amiguinho (e vizinho) Saulo de Tarso Schmidt Vasconcellos, que faleceria aos 7 anos num triste acidente. 

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Entre as galinhas de estimação, Ivone Barbosa Souto e as crianças Francisco Souto Neto, João José Pinto Maia e Graziela Pinto Maia (Grazinha). A galinha ao centro é a Dengosa. Abaixo à direita, a galinha com pintinhos é a Corriqueira, e à direita é a galinha preta de pescoço pelado que se chamava Birro.

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Arary Souto e Edith Barbosa Souto: natais com imensas e maravilhosas árvores natalinas.

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Natal em casa: Olímpio Souto, Zilá Lopes, Padre Pedro com Francisco Souto Neto, Nêmesis de Lima, Edith Barbosa Souto e Ivone Barbosa Souto.

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Francisco Souto Neto aos 7 anos: voar nos DC-3 da Real Aerovias era como um passe de mágica.

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Francisco Souto Neto aos 8 anos com o gato Juju, no “morrinho”, o terreno baldio que havia em frente à sua casa (à direita, na Rua Visconde de Nacar, 149, em Ponta Grossa). A primeira casa abaixo era do Sr. Constante Schmidt e Dª Anastácia, pais de Dª Alicinha e avós do Saulo de Tarso Schmidt Vasconcellos. Atravessando a rua (à esquerda) era a casa de Alberto Ferreira Emílio e Dª Ada, cujos filhos Adalberto e Sílvio casaram-se, respectivamente, com minha tia Iraty e minha prima Lindamir.

Esmanhoto

Rua Visconde de Nacar, 149, em Ponta Grossa, a casa da minha infância (tela de Ruben Esmanhotto). Era uma casa grande, com quatro quartos no andar térreo e dois quartos no sótão… No térreo Francisco Souto Neto brincava de ser Capitão Marvel, o super-herói da época… mas ao temível sótão não subia desacompanhado, porque acreditava que lá viviam, atrás das paredes, os pavorosos monstros da sua imaginação que ficavam à espreita: o terribilíssimo “homem-de-ferro” (o robô), as assustadoras almas penadas do outro mundo, o horrível vampiro de Béla Lugosi e o monstruoso Frankenstein de Boris Karloff...

DANDO UM SALTO DE ALGUNS ANOS, PARA LEMBRAR OS TEMPOS DO GINÁSIO:

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Francisco Souto Neto aos 12 anos, no 1º ano do ginásio, com sua mãe Edith Barbosa Souto, entrando em casa. Neste período residiram no casarão da Rua Augusto Ribas, 571, em Ponta Grossa, que ficava entre a Rua XV de Novembro e a Marechal Deodoro, a uns 50 metros do Cine Ópera e ao lado da Câmara Municipal. Tanto o casarão, quanto o prédio da Câmara, foram demolidos e em seu lugar existe hoje uma gigantesca agência do Banco do Brasil. O outro casarão que aparece ao fundo, do outro lado da rua , é do século XIX e continua a existir no corrente ano de 2014.

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Edith Barbosa Souto, mãe de Francisco Souto Neto, para lembrar seus familiares nos tempos do ginásio.

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Arary Souto, pai de Francisco Souto Neto, para lembrar seus familiares nos tempos do ginásio.

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Olímpio Souto, irmão de Francisco Souto Neto, para lembrar seus familiares nos tempos do ginásio.

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Ivone Barbosa Souto (Ivone Souto da Rosa após casar-se), irmã de Francisco Souto Neto, para lembrar seus familiares nos tempos do ginásio.

Digitalizar3285Francisco Souto Neto aos 16 anos, em casa, ao concluir o curso ginasial.

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Em dezembro de 1959 Francisco Souto Neto conclui o curso ginasial pelo Ginásio Ponta-grossense, mais conhecido por “Academia”. As solenidades da formatura realizaram-se no palco do Cine Teatro Ópera. Seu pai Arary Souto foi convidado a integrar a mesa das autoridades, na qualidade de diretor da Rádio Central do Paraná. Quando Francisco Souto Neto foi chamado ao palco para receber o diploma, para sua surpresa este lhe foi entregue pelo seu próprio pai.

Digitalizar3294Lembrando da casa da Rua Augusto Ribas nº 571, onde Francisco Souto Neto e irmãos moravam no 1º andar, vizinhos dos Pereira Jorge que tinham a entrada pela porta da calçada. A entrada à casa de Francisco Souto Neto fazia-se pelo portão do lado direito, através da alta escadaria que levava ao 1º andar. O prédio ao lado esquerdo, depois do duplo poste, é a antiga Câmara Municipal. O casarão ficava entre a Rua Marechal Deodoro e a XV de Novembro, em cuja esquina localiza-se até hoje o Edifício Ópera e o Cine-Teatro Ópera.  

-o-

POST-SCRIPTUM:

No começo do século XXI, em 2004 para ser mais exato, o jornalista Adriano Justino, da Gazeta do Povo, fez uma sensível reportagem sobre os animais da vida de Souto Neto, mais exatamente sobre a chegada do chihuahua Paco Ramirez, ocasião em que se referiu nominalmente às galinhas de estimação da sua infância, tais como Funegundas, Dengosa, Birro, Pafúncia… o que poderá ser visto e lido neste endereço:

http://viagenseopinioes.blogspot.com.br/2011/09/paco-ramirez-el-corazon-de-souto-neto.html

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Um endereço de sensatez em tempos de discursos de ódio

Crônica de Francisco Souto Neto para o Jornal Centro Cívico

Jornal Centro Cívico – Ano 13 – Edição 119 – Outubro de 2014

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Francisco Souto Neto

Um endereço de sensatez em tempos de discursos de ódio

É brutal a diferença entre as eleições presidenciais atuais e as do passado. Nas de 1960 concorriam Jânio Quadros e o marechal Lott. De tanto ouvir as marchinhas dos candidatos – hoje diríamos jingles – vindas dos incansáveis alto-falantes dos carros, elas ficaram na minha memória. A de Jânio dizia “Varre, varre, vassourinha”, e lembro-me também de: “Ele vem aí / não demora não / ele vem aí / com uma vassoura na mão”. E a do marechal era assim: “De leste a oeste / do sul ao norte / a terra brasileira / é uma bandeira / é o marechal Teixeira Lott”. Vivíamos uma época em que no Paraná ainda não existia televisão e a vida transcorria serena e sem sobressaltos.

Após 54 anos, neste atual tempo de eleições, as pessoas têm me parecido um tanto “robotizadas” por não se cansarem de mandar para o meu endereço eletrônico verborrágicos discursos de ódio, com até mesmo pastores destilando fel ao status quo, como se este destinatário fosse suscetível a propagandas subliminares contra seja qual for o candidato ou partido político. Essa histeria coletiva não consegue alcançar cidadãos apolíticos como eu, que transito à vontade entre amigos de variadas tendências políticas, existenciais e até filosóficas, e que dispenso orientações eleitoreiras.

Os surpreendentes métodos utilizados atualmente nas fraudes políticas seriam inimagináveis há poucos anos. Por exemplo, no noticiário do meu provedor Terra, mostrou-se a que ponto pode chegar uma fraude, como aquela na qual Lula aparentemente declara – e o faz com a sua voz inconfundível – que passou a apoiar a candidatura de Marina Silva. As palavras ditas por Lula conferem exatamente com o movimento dos seus lábios… tudo, entretanto, criado e adaptado por recursos sofisticados de computador, com o propósito de enganar os eleitores e a opinião pública. Nessa situação em que cada um deseja impor ao outro as suas opiniões em meio a recíprocos bombardeios promovidos por suas próprias ideologias antagônicas, eu tenho presenciado amizades antigas se desintegrarem.

Meu amigo Rubens Faria Gonçalves também comentou comigo – e ele está certo – o incrivelmente alto número dos candidatos que vociferam apoiando-se em objetivos religiosos e em livros sagrados, em vez de, com objetividade, se comprometerem com os anseios dos cidadãos, principalmente no que concerne a saúde, educação, direitos humanos, segurança pública e repúdio à corrupção.

Em meio ao caos existente na tevê e na internet, enquanto eu procurava por algo mais saudável para ver ou ouvir, entrei no canal de um amigo no YouTube – o meu confrade João Carlos Cascaes – que no seu primeiro comunicado a eventuais ouvintes, apresentou-se no quadro “Quem sou”, e a certa altura declarou: “Entendam que sou, antes de mais nada, uma pessoa que adora a liberdade, principalmente a liberdade intelectual. Não admito tutela, não admito subserviência, não aceito que nenhuma religião, teologia, filosofia, nem mesmo time de futebol, nada me governe. Eu quero sempre ter a liberdade para analisar, pensar e escolher aquilo, ou aquele pensamento, ou aquela impressão que me empolgou e que eu goste de compartilhar com vocês. Vocês verão filmes que talvez não lhes agradem, e outros em melhor sintonia com as suas ideias. Numa troca de informações entre nós, poderemos melhorar tudo. O mundo e a evolução da humanidade dependem muito da honestidade intelectual, material, da honestidade profissional, da capacidade que nós tivermos de viver de acordo com os melhores princípios e com aquelas crenças que muitas vezes hipocritamente vemos pessoas dizendo que têm, mas que na vida prática, na vida real, acabamos descobrindo diferenças muito grandes. Então está aí o meu canal… os meus ideais, a minha lógica, a minha maneira de ser, e espero que gostem”. O amplo conceito de liberdade de Cascaes coincide com minha maneira de pensar. Paralelamente, ele pede mais atenção aos deficientes físicos e propõe uma maior divulgação de Libras, a língua brasileira de sinais.

Nestas e noutras palavras de João Carlos Cascaes finalmente revelou-se na internet uma ilha de serenidade, de lucidez e equilíbrio. Como se vê, basta procurar para encontrar fontes de sensatez.

(Francisco Souto Neto – Setembro de 2014)

-o-

OBSERVAÇÃO:

A gravação feita na abertura de seu canal do YouTube pelo meu confrade João Carlos Cascaes (da Academia de Letras José de Alencar), referida na minha crônica acima, poderá ser vista e ouvida na íntegra no seguinte endereço:

http://www.youtube.com/watch?v=McjQhRRoIHQ

Francisco Souto Neto

Curitiba, 2 de outubro de 2014.

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Academia de Letras José de Alencar e Espaço Cultural BRDE, uma parceria em nome da cultura

Crônicas de Francisco Souto Neto para o Jornal Centro Cívico

Jornal Centro Cívico – Ano 13 – Edição 118 – Setembro de 2014

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 Francisco Souto Neto

Academia de Letras José de Alencar e Espaço Cultural BRDE, uma parceria em nome da cultura

Fundada em 1939 em Curitiba, comemora o seu 75º aniversário a ALJA – Academia de Letras José de Alencar que teve como primeiro nome Associação de Cultura José de Alencar. Funcionou originalmente no Colégio Parthenon, na Rua Comendador Araújo. Seu primeiro presidente foi Luiz Aníbal Calderari. Depois de uma estada por alguns anos na Biblioteca Pública, a entidade passou a usar a estrutura do Centro de Letras do Paraná.

Agora a Academia está instalada em novo endereço, o Palacete dos Leões, graças a contatos preliminares mantidos pelo acadêmico Celso de Macedo Portugal com seu amigo Abel Olivet Filho, alto funcionário do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, que intercedeu junto a Ana Teresinha Ribeiro Vicente que representa a diretoria de cultura do BRDE e responde pelo Espaço Cultural conhecido como Palacete dos Leões. A proposição da Academia de Letras foi por não apenas usufruir do espaço físico do Palacete nas suas reuniões mensais, mas por manter uma parceria com o BRDE, tendo por objetivo a promoção da cultura.

No dia 2 de julho do ano em curso, Arioswaldo Trancoso Cruz, presidente da ALJA, e sua vice Anita Zippin, fizeram uma visita de cortesia em petit comité ao Palacete dos Leões, acompanhados dos acadêmicos Celso de Macedo Portugal, Hamilton Bonat, Tânia Rosa Ferreira Cascaes e Francisco Souto Neto, para agradecer a Ana Teresinha Ribeiro Vicente e a toda a diretoria do BRDE pela concretização da referida parceria.

            O Palacete dos Leões, um dos mais significativos marcos da história arquitetônica de Curitiba, foi inaugurado em 1902 para servir de residência a Agostinho Ermelino de Leão Júnior. Construído num estilo eclético pelo engenheiro Cândido de Abreu, incorpora tendências de variadas épocas, mas foram as villas e os palazzos italianos que mais o inspiraram. A fachada, acima da escadaria, compõe-se de cinco portas em arco, ladeadas por colunas com capitéis coríntios e entremeadas de pilastras, todas compondo a galeria de entrada que conta com duas pequenas salas em suas extremidades, abrindo-se em seu centro para os dois enormes salões principais. No passado, entretanto, o salão principal era o que se localizava no lado sul, com entrada independente após escada e varanda. Quando, em 1906, o presidente Afonso Pena veio a Curitiba, hospedou-se no Palacete Leão Júnior porque não existia hotel que estivesse à altura do ilustre visitante.

  Leão Júnior morreu em 1907. Sua viúva, Maria Clara de Abreu Leão, passou a comandar os negócios da família, do ramo ervateiro, até à sua morte em 1935. E o palacete foi passando às gerações seguintes da família Leão, até que no final dos anos 70, com a morte de uma das matriarcas, a propriedade foi vendida à IBM, que restaurou magnificamente o palacete para transformá-lo num espaço público para exposições de arte. Assim como acontece com os antigos palácios particulares europeus, que se transformam em museus abertos ao público, o Palacete Leão Júnior foi presenteado à comunidade curitibana.

O BRDE, ao comprar o imóvel, manteve a tradição de abrigar exposições de artes plásticas e promover noites de autógrafos em lançamento de livros nos salões da mansão. Sempre ampliando o seu apoio à cultura, agora dá guarida ­à tradicional e respeitada Academia de Letras José de Alencar, que no dia 20 de agosto de 2014 ali realizou sua primeira reunião formal, que passa a chamar-se “picnic (ou piquenique) cultural” por sugestão da vice-presidente, ao qual compareceram o presidente Arioswaldo Trancoso Cruz, a vice Anita Zippin, os acadêmicos Nylzamira Cunha Bejes, Ariadne Zippin, Dione Mara Souto da Rosa, João Carlos Cascaes, Hamilton Bonat, Celso de Macedo Portugal e Francisco Souto Neto, e o convidado e futuro acadêmico Claudinei Roncolatto.

Espaço Cultural BRDE e Academia de Letras José de Alencar seguem agora lado a lado rumo a um destino que certamente fará História na cultura paranaense.

(Francisco Souto Neto – Agosto de 2014)

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FOTOGRAFIAS QUE DOCUMENTAM O ENCONTRO HISTÓRICO

No dia 2 de julho de 2014, Arioswaldo Trancoso Cruz, presidente da ALJA – Academia de Letras José de Alencar, e sua vice Anita Zippin, fizeram uma visita de cortesia em petit comité ao Palacete dos Leões, acompanhados dos acadêmicos Celso de Macedo Portugal, Hamilton Bonat, Tânia Rosa Ferreira Cascaes e Francisco Souto Neto, para agradecer a Ana Teresinha Ribeiro Vicente e a toda a diretoria do BRDE pela concretização da referida parceria.

(SEMPRE CLIQUE SOBRE A FOTO PARA VÊ-LA EM DETALHES)

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FOTO 1

Acima: Francisco Souto Neto, Tânia Rosa Ferreira Cascaes, Anita Zippin e Hamilton Bonat chegando ao Palacete dos Leões (ao fundo) para a visita a Ana Teresinha Ribeiro Vicente, representante da diretoria do BRDE e responsável pelo Espaço Cultural BRDE.

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FOTO 2

Acima: Hamilton Bonat, Arioswaldo Trancoso Cruz, Anita Zippin e Tânia Rosa Ferreira Cascaes na escadaria de entrada ao Palacete dos Leões.

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FOTO 3

Acima: Hamilton Bonat, Arioswaldo Trancoso Cruz, Anita Zippin, Celso de Macedo Portugal, Ana Teresinha Ribeiro Vicente e Tânia Rosa Ferreira Cascaes no interior do palacete.

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FOTO 4

Acima: Ana Teresinha Ribeiro Vicente, Tânia Rosa Ferreira Cascaes e Anita Zippin. À direita, o filho Bruno Ribeiro Vicente e a neta (Vitória) de Ana Teresinha.

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FOTO 5

Acima: A responsável pelo Espaço Cultural BRDE, Ana Teresinha Ribeiro Vicente, com o presidente da Academia de Letras José de Alencar, Arioswaldo Trancoso Cruz, e a vice-presidente Anita Zippin.

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FOTO 6

Acima: Ao final da visita ao Palacete dos Leões, a diretoria da Academia de Letras José de Alencar. Arioswaldo Trancoso Cruz, Hamilton Bonat, Celso de Macedo Portugal, Francisco Souto Neto, Tãnia Rosa Ferreira Cascaes.

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FOTO 7

Acima: Fim da visita de cortesia. Anita Zippin, Celso de Macedo Portugal, Francisco Souto Neto e Tânia Rosa Ferreira Cascaes.

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Adiante, no dia 20 de agosto de 2014 realizou-se o 1º Picnic Cultural (nome que Anita Zippin sugeriu dar às reuniões da ALJA) no Palacete dos Leões. Abaixo, algumas fotografias do evento.

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FOTO 8

Acima: Ariadne Zippin (Pan em Casa) encarrega-se dos quitutes para serem degustados após a reunião. À direita, o acadêmico João Carlos Cascaes documenta em filme e fotografias o acontecimento.

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FOTO 9

Acima: João Carlos Cascaes preparando suas câmeras, observado por Ariadne Zippin. À direita, Celso de Macedo Portugal.

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FOTO 10

Acima: os acadêmicos Ariadne Zippin e Francisco Souto Neto. Atrás, João Carlos Cascaes regula suas poderosas câmeras.

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FOTO 11

Acima: Durante a reunião: Dione Mara Souto da Rosa e Anita Zippin.

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FOTO 12

Acima: Nylzamira Cunha Bejes, Dione Mara Souto da Rosa e Anita Zippin.

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FOTO 13

Acima: Claudinei Roncolatto, Hamilton Bonat, Arioswaldo Trancoso Cruz.

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FOTO 14

Acima: Ao final da reunião, Celso de Macedo Portugal e Francisco Souto Neto.

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Adiante, a segunda reunião (ou Picnic Cultural) da Academia de Letras José de Alencar no Palacete dos Leões ocorreu no dia 17 de setembro de 2014.

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FOTO 15

Acima, Arioswaldo Trancoso Cruz e Francisco Souto Neto à esquerda, e Dione Mara Souto da Rosa e Ariadne Zippin à direita.

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FOTO 16

Acima, o lanche Pan em Casa providenciado por Ariadne Zippin.

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FOTO 17

Acima. o presidente Arioswaldo Trancoso Cruz dá início à reunião ao lado da vice Anita Zippin.

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Acima, logo que o presidente abre a sessão, é lida e aprovada a ata da reunião anterior.

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FOTO 18

Acima, os acadêmicos Dione Mara Souto da Rosa, Nylzamira Cunha Bejes e Hamilton Bonat.

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FOTO 19

Acima, o convidado (futuro acadêmico) Adriano Pires Ribas e o presidente Arioswaldo Trancoso Cruz, enquanto este desenvolve os temas da pauta.

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FOTO 20

Acima, ao final da reunião, os acadêmicos Hamilton Bonat, Lílian Guinski, Francisco Souto Neto e Anita Zippin.

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FOTO 21

Acima, ao término da reunião, Dione Mara Souto da Rosa, Francisco Souto Neto e Hamilton Bonat ajudam Anita Zippin, pelas ruas, a levar as sobras dos quitutes para o carro (com algumas pausas para descanso), enquanto foram feitas as descontraídas, felizes e divertidas fotos através dos 150 metros de calçadas… 

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FOTO 22

Acima, ao término da reunião, Dione Mara Souto da Rosa, Francisco Souto Neto e Hamilton Bonat ajudam Anita Zippin, pelas ruas, a levar as sobras dos quitutes para o carro (com algumas pausas para descanso), enquanto foram feitas as descontraídas, felizes e divertidas fotos através dos 150 metros de calçadas… 

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FOTO 23

Acima, ao término da reunião, Dione Mara Souto da Rosa, Francisco Souto Neto e Hamilton Bonat ajudam Anita Zippin, pelas ruas, a levar as sobras dos quitutes para o carro (com algumas pausas para descanso), enquanto foram feitas as descontraídas, felizes e divertidas fotos através dos 150 metros de calçadas… 

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Acima, ao término da reunião, Dione Mara Souto da Rosa, Francisco Souto Neto e Hamilton Bonat ajudam Anita Zippin, pelas ruas, a levar as sobras dos quitutes para o carro (com algumas pausas para descanso), enquanto foram feitas as descontraídas, felizes e divertidas fotos através dos 150 metros de calçadas… 

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FOTO 25

Acima, foto por Francisco Souto Neto: o Palacete dos Leões.

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FOTO 26

Acima, foto por Francisco Souto Neto: detalhe do interior do Palacete dos Leões.

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FOTO 27

Acima, foto por Francisco Souto Neto: detalhe do teto do Palacete dos Leões.

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FOTO 28

Acima, foto por Francisco Souto Neto: detalhe do teto do Palacete dos Leões.

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FOTO 29

Acima, foto por Francisco Souto Neto: sobre a lareira, retratos do casal Agostinho Ermelino de Leão Júnior e Maria Clara de Abreu Leão.

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FOTO 30

Acima, foto por Rubens Faria Gonçalves: Francisco Souto Neto na penúltima sacada do Palacete dos Leões.

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FOTO 31

Acima, foto por Francisco Souto Neto: detalhes da fachada lateral Palacete dos Leões.

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FOTO 32

Acima, foto por Francisco Souto Neto: fachada do Palacete dos Leões

(SEMPRE CLIQUE SOBRE A FOTO PARA VÊ-LA EM DETALHES)

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No dia 15 de outubro de 2014, Arioswaldo Trancoso Cruz, presidente da ALJA – Academia de Letras José de Alencar, e sua vice Anita Zippin, conduziram a terceira reunião (ou Picnic Cultural) realizada no Palacete dos Leões, cujo principal assunto da pauta foi a preparação para as solenidades da reunião festiva de novembro, com a admissão de novos acadêmicos. Participaram, além do presidente e da vice, os seguintes acadêmicos: Orlando Woczikosky, Janske Niemann Schlenker, Hamilton Bonat, Nylzamira Cunha Bejes e Francisco Souto Neto, e os que ingressarão na Academia no próximo mês: Iza Zilli, Charyana Gamballe Correia, Adriano Pires Ribas e Claudinei Roncolatto. Adiante, mais 15 fotografias tiradas durante a reunião, numeradas de 33 a 47:

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Acima, em primeiro plano os acadêmicos Hamilton Bonat e Janske Niemann Schlenker. Ao fundo, o futuro acadêmico Adriano Pires Ribas.

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Acima, logo que o presidente abre a sessão, é lida e aprovada a ata da reunião anterior.

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Acima, o futuro acadêmico Claudinei Roncolatto e a acadêmica Nylzamira Cunha Bejes.

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Acima, torta de uvas oferecido por Geraldo Fuchs, marido da vice-presidente Anita Zippin.

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Acima, torta de maçã oferecida pela vice-presidente Anita Zippin.

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Acima, a futura acadêmica Iza Zilli e a vice-presidente Anita Zippin.

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Acima, Anita Zippin presta uma homenagem ao presidente Arioswaldo Trancoso Cruz.

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Acima, Iza Zilli e Anita Zipin, e a mesa do “Picnic Cultural”.

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Acima: Francisco Souto Neto e os grandes poetas Nylzamira Cunha Bejes, Arioswaldo Trancoso Cruz e Orlando Woczikosky.

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Acima: Charyana Roncolatto, Francisco Souto Neto, Arioswaldo Trancoso Cruz, Orlando Woczikosky e Iza Zilli.

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Acima: Hamilton Bonat, Francisco Souto Neto, Arioswaldo Trancoso Cruz, Orlando Woczikosky, Iza Zilli e Anita Zippin.

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Acima: Francisco Souto Neto e sua afilhada Iza Zilli.

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Acima: Anita Zippin e Charyana Gambelle Correia, com um desenho do presidente Arioswaldo Trancoso Cruz, que será a capa do seu próximo livro de poemas.

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Acima: Anita Zippin e Charyana Gambelle Correia com a reprodução da obra de arte de Arioswaldo Trancoso Cruz, o mesmo que aparece seguido por Nylzamira Cunha Bejes e Orlando Woczikosky.

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Acima: Francisco Souto Neto e Charyana Gambelle Correia.

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FOTO 47

Acima: Francisco Souto Neto, Charyana Gambelle Correia e Claudinei Roncolatto

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No dia 27 de novembro de 2014realizou-se a sessão magna da Academia de Letras José de Alencar, a quarta no Palacete dos Leões, quando quatro associados passaram a titulares, ocupando cadeiras patronímicas: Luislinda Dias de Valois-Santos na cadeira nº 6, Hamilton Bonat na cadeira nº 19, Lilian Deise de Andrade Guinski na cadeira nº 23 e Francisco Souto Neto na cadeira nª 26. Foram também admitidos os novos sócios titulares: Adriano Pires Ribas, Charyana Gamballe Correia, Claudinei Roncolatto, Estela Carmem Pereira Sandrini (Teca Sandrini), Iza Zilli e a sócia-correspondente Regina Celi Simões Ângelo. Em seguida, um coquetel comemorou o Jubileu de Diamante da Academia (75 anos de fundação). Onze fotografias registram a festividade:

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FOTO 48

Embora eu já fosse membro da Academia de Letras José de Alencar, somente a partir de 27.11.2014 passei a ocupar uma cadeira patronímica, a de nº 26. Acima, o convite para a cerimônia realizada no Palacete dos Leões, com ingresso de novos sócios como parte da comemoração do Jubileu de Diamante (75 anos de fundação) da Academia. O patrono da cadeira 26 por mim ocupada é Emiliano Perneta.

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Diploma que recebo da Academia de Letras José de Alencar como ocupante da cadeira patronímica nº 26.

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A acadêmica Dione Mara Souto da Rosa, sobrinha de Francisco Souto Neto, coloca-lhe a toga nos ombros.

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Dione Mara Souto da Rosa (de costas) e Francisco Souto Neto.

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Discurso de Francisco Souto Neto.

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Luislinda Dias de Valois-Santos e Francisco Souto Neto.

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Francisco Souto Neto e Rubens Faria Gonçalves.

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Isabelle Aguilar, Francisco Souto Neto e Dione Mara Souto da Rosa.

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Estela Carmem Pereira Sandrini (Teca Sandrini) e Francisco Souto Neto.

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Vanessa Malucelli Andersen, Francisco Souto Neto e Iza Zilli.

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Foto de Rubens Faria Gonçalves, como todas as outras  50 a 58 (exceto a 51, de João Carlos Cascaes). Palacete dos Leões com iluminação noturna. Acima da escada, Francisco Souto Neto e Dione Souto Rosa. Em primeiro plano, em meio à escada, Isabelle Aguilar.

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Francisco Souto Neto colocando a toga os ombros de Iza Zilli (foto Vanessa Malucelli Andersen)

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Charyana Gamballe Correia e Francisco Souto Neto (foto Waldo Rafael).

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Francisco Souto Neto, Luislinda Dias de Valois-Santos, Lélia Brown, Estela Carmem Pereira Sandrini (Teca Sandrini) e Iza Zilli.

No dia 27 de novembro de 2014, Francisco Souto Neto passou a ocupar a cadeira patronímica nº 26 (cujo patrono é Emiliano Perneta), o que ficou registrado na câmera de João Carlos Cascaes, neste endereço do YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=Fit-Ig1BSMM

 

FIM

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Na Sala 8 do MON – Museu Oscar Niemeyer uma exposição do acervo do Banestado, que me honra e sensibiliza

Crônicas de Francisco Souto Neto para o Jornal Centro Cívico

Jornal Centro Cívico – Ano 13 – Edição 117 – Agosto de 2014

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Francisco Souto Neto

Na Sala 8 do MON – Museu Oscar Niemeyer uma exposição do acervo do Banestado, que me honra e sensibiliza

No dia 3 de julho de 2014 foi inaugurada uma exposição no MON – Museu Oscar Niemeyer, popularmente conhecido como Museu do Olho, que me sensibilizou por enaltecer o trabalho que desenvolvi no Banestado nas décadas de 80 e 90, quando exerci as funções de Assessor para Assuntos de Cultura da diretoria e depois da presidência do extinto banco oficial do Paraná.

A história da exposição é a seguinte: em abril deste 2014 tive a grande satisfação de receber em casa o jovem Ricardo Freire, secretário e assessor de Estela Sandrini (Teca Sandrini) diretora do MON, para me entrevistar sobre o acervo de arte do Banco e sobre a história do Museu Banestado, das Galerias de Arte e do SBAI – Salão Banestado de Artistas Inéditos, estes integrantes do Programa de Cultura do Banestado que foi por mim instituído, tendo o MON por objetivo realizar uma exposição retrospectiva com tal acervo que agora lhe pertencente, exceto algumas peças que foram destinadas ao Museu Paranaense.

Ricardo Freire, formado em História Antiga e Medieval, exímio calígrafo, artista plástico e talentoso ator (atuou no Festival de Teatro de Curitiba), chegou à minha residência com as pesquisas já praticamente realizadas, pois de antemão obtivera informações na internet sobre o Programa de Cultura do extinto banco, e sabia do significado do SBAI – Salão Banestado de Artistas Inéditos, um certame que foi tão importante que chegou a substituir o oficial Salão dos Novos da Secretaria de Estado da Cultura durante os anos em que este esteve em recesso. O SBAI descobriu e divulgou milhares de artistas plásticos em início de carreira, inúmeros dos quais tornaram-se nomes de projeção nacional. Criei o Salão Banestado em 1983 na companhia de Tadeu Petrin, que em sua inauguração teve o nome de “Exposição de Artistas Amadores Funcionários e Clientes do Banestado”. O SBAI foi inspirado na “Exposição de Arte do Cinquentenário do Banestado”, realizada por Petrin em 1978 e que teve na comissão julgadora Ennio Marques Ferreira, Neida Peil de Oliveira e o autor desta coluna.

A Galeria de Arte Banestado de Curitiba, inspiração de Christóvam Soares Cavalcante, surgiu logo depois do SBAI. Sua primeira administradora foi Vera Munhoz da Rocha Marques, que transformou aquele lugar num ponto de encontro de artistas plásticos e intelectuais, cujos nomes é impossível citar, porque este espaço seria insuficiente para relacioná-los. Após aposentar-me como Assessor da Presidência, sucederam-me Tina Camargo, Maria Amélia Junginger, Vera Munhoz da Rocha Marques e Clarissa Lagarrigue. Na Galeria de Arte assumiram sucessivamente Taís Horbatiuk, Tânia Dallegrave Góes e Ana Cristina Rank. A Galeria de Arte de Londrina era gerida por Sílvia Marconi Pavan e a de Ponta Grossa por Jurandir Modesto e Leda Veneri. O Museu Banestado, em Curitiba, foi administrado por Rosane Fontoura e depois por Maria Lúcia Gomes. O Programa de Cultura incluiu a edição e lançamento de livros de autores residentes no Paraná, e também o apoio à música (existiu até o Coral Banestado, regido por Amóz Camilo dos Santos), ao cinema e ao teatro (Constantino Viaro idealizara o Projeto Barracão, assumido por nós, que inauguramos algumas unidades sob o nome de Teatro Banestado). Até o Instituto Saint-Hilaire da Defesa dos Sítios Históricos, cuja diretoria integrei, foi parte do Programa de Cultura do Banestado.

Grande parcela disso é evocada na exposição que se realiza no MON. Telas de importantes autores, que pertenceram ao acervo do Banestado, estão lá expostas. Infelizmente faltaram as telas premiadas no SBAI, e as do acervo do Museu, mas a exposição será de longa duração e as telas provavelmente passarão por um rodízio. A história desses eventos, entretanto, está escrita nas paredes de cor amarela da Sala 8, e a mostra inclui também, logo à entrada da referida sala, algumas telas do extinto Museu de Arte do Paraná (de cuja diretoria fui conselheiro).

Meus parabéns a Teca Sandrini, Ricardo Freire, Sandra Fogagnoli, e a toda a equipe do MON que trouxe de volta à luz os tempos de fausto e glória do grandioso Banco do Estado do Paraná S. A., criminosamente vilipendiado, esmagado e extinto no governo Jaime Lerner de detestável memória.

(Francisco Souto Neto – Julho de 2014)

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ABAIXO: AS TRÊS PRIMEIRAS FOTOGRAFIAS FORAM TIRADAS EM MARÇO DE 2014 NA OCASIÃO EM QUE FRANCISCO SOUTO NETO FOI ENTREVISTADO POR RICARDO FREIRE, E AS DEMAIS EM 3 DE JULHO DE 2014, NO DIA DA INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO NO MUSEU OSCAR NIEMEYER, POR ESTELA SANDRINI (TECA SANDRINI), DIRETORA DO MON.

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FOTO 1 ACIMA: Em abril de 2014 recebo Ricardo Freire, do MON – Museu Oscar Niemeyer, que vem me entrevistar a respeito do acervo de arte do Banestado. Acima, falando sobre o SBAI – Salão Banestado de Artistas Inéditos.

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FOTO 2 ACIMA: Sendo entrevistado por Ricardo Freire, falo a respeito do Museu Banestado.

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FOTO 3 ACIMA: Ricardo Freire com alguns dos documentos sobre a história do Banestado.

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FOTO 4 ACIMA: No dia 3 de julho de 2014 foi inaugurada a exposição no MON – Museu Oscar Niemeyer (popularmente Museu do Olho) que, de certo modo, enaltece o trabalho que desenvolvi no Banestado na qualidade de Assessor para Assuntos de Cultura da diretoria e depois da presidência.

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FOTO 5 ACIMA: Com Teca Sandrini (Estela Sandrini) na inauguração da exposição sobre o acervo de arte do Banestado.

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FOTO 6 ACIMA: Presentes à inauguração:  Sandra Fogagnoli, Francisco Souto Neto, Estela Sandrini e Fernando Calderari.

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FOTO 7 ACIMA: Estela Sandrini e Francisco Souto Neto na parede onde está o relato da história do Museu Banestado.

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FOTO 8 ACIMA: A história do Museu Banestado.

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FOTO 9 ACIMA: Meu dedo aponta à referência ao meu nome na parede do MON.

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FOTO 10 ACIMA: A parede que conta a história dos Salões Banestado de Artistas Inéditos.

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FOTO 11 ACIMA: Francisco Souto Neto e a parede com a história dos SBAIs.

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FOTO 12 ACIMA: Outra referência ao meu nome.

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FOTO 13 ACIMA: À direita, tela de Mazé Mendes, que foi comissão julgadora dum SBAI.

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FOTO 14 ACIMA: História das Galerias de Arte do Banestado.

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FOTO 15 ACIMA: À esquerda, tela de Rubem Esmanhoto, que foi comissão julgadora de um SBAI.

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FOTO 16 ACIMA: Detalhe de tríptico de Osmar Chromiec, optical art.

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FOTO 17 ACIMA: Vitrine com cartazes, documentos e fotos da história do Banestado. O reflexo das luzes do teto sobre a vitrine horizontal interfere na visão dos documentos expostos.

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FOTO 18 ACIMA: Vitrine com cartazes, documentos e fotos da história do Banestado.

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FOTO 19 ACIMA: Vitrine com cartazes, documentos e fotos da história do Banestado. Texto de apresentação de Francisco Souto Neto num dos livros publicados.

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FOTO 20 ACIMA: Vitrine com cartazes, documentos e fotos da história do Banestado.

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FOTO 21 ACIMA: Vitrine com cartazes, documentos e fotos da história do Banestado. Aqui, o cartaz que anuncia a próxima criação do Museu Banestado.

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FOTO 22 ACIMA: Vitrine com cartazes, documentos e fotos da história do Banestado. Detalhe do cartaz com alusão à criação do Museu Banestado.

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FOTO 23 ACIMA: Na vitrine, cartaz-convite para o II SBAI – Salão Banestado de Artistas Inéditos, com o quadro premiado de Rubens Faria Gonçalves, “Retrato de Mulher que Chora”.

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FOTO 24 ACIMA: Vitrine com cartazes, documentos e fotos da história do Banestado. Foto de Francisco Souto Neto entre quatro outros críticos de arte: Orlando Dasilva, Adalice Araújo, Nilza Procopiack e Antônio Henrique do Amaral.

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FOTO 25 ACIMA: Referências ao extinto Museu de Arte do Paraná, do qual Francisco Souto Neto foi conselheiro em sua primeira diretoria.

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FOTO 26 ACIMA: Aspecto da exposição com o acervo do Banestado.

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FOTO 27 ACIMA: Encerrando, Teca Sandrini e Francisco Souto Neto.

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EMBORA AS FOTOGRAFIAS TIVESSEM SIDO ENCERRADAS ACIMA, SURGIU UM NOVO FATO QUE MERECE A EXPOSIÇÃO COMPLEMENTAR DE MAIS TRÊS FOTOS.

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FOTO 28 ACIMA: A Academia de Letras José de Alencar, em reunião no dia 16 de julho de 2014, por proposição da vice-presidente Anita Zippin, e com aprovação unânime dos acadêmicos presentes, “decidiu conferir à senhora ESTELA SANDRINI (Teca Sandrini), Diretora de Cultura do Museu Oscar Niemeyer, VOTO DE LOUVOR por sua brilhante iniciativa de expor o acervo artístico do extinto Banestado, resgatanto, assim, importante momento da história recente do Paraná”. O documento foi assinado pelo Secretário Geral Celso de Macedo Portugal e Presidente Arioswaldo Trancoso Cruz.

Cristiano Augusto Solis de Figueiredo Morrissy, Estela Sandrini, Francisco Souto Neto e Ricardo Freire.

Cristiano Augusto Solis de Figueiredo Morrissy, Estela Sandrini, Francisco Souto Neto e Ricardo Freire.

FOTO 29 ACIMA: No dia 11 de setembro de 2014, Francisco Souto Neto, membro da Academia de Letras José de Alencar, em nome desta, fez a entrega de Voto de Louvor a Teca Sandrini, na sala da presidência do MON – Museu Oscar Niemeyer. Na foto aparecem Cristiano Augusto Solis de Figueiredo Morrissy (presidente do MON), Estela Sandrini (ou Teca Sandrini, Diretora de Cultura do MON), Francisco Souto Neto (membro da Academia de Letras José de Alencar) e Ricardo Freire (assessor de Teca Sandrini, ligado à Documentação do MON).

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FOTO 30 ACIMA: No dia 11 de setembro de 2014, Francisco Souto Neto, membro da Academia de Letras José de Alencar, em nome desta, fez a entrega de Voto de Louvor a Teca Sandrini, na sala da presidência do MON – Museu Oscar Niemeyer. Na foto aparecem Cristiano Augusto Solis de Figueiredo Morrissy (presidente do MON), Estela Sandrini (ou Teca Sandrini, Diretora de Cultura do MON), Francisco Souto Neto (membro da Academia de Letras José de Alencar) e Ricardo Freire (assessor de Teca Sandrini, ligado à Documentação do MON).

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Em 29.7.2014, o jornalista AROLDO MURÁ H. HAYGERT publicou no Diário Indústria & Comércio, em sua coluna, a notícia “História do Banestado, um resumo da nossa arte”, a respeito da exposição no MON, que poderá ser vista e lida no seguinte endereço:

http://www.icnews.com.br/2014.07.29/colunistas/aroldo-mura/dom-pedro-discreto-e-vigoroso-historiador/

Em setembro de 2014, a cronista social IZA ZILLI gentilmente noticiou o acontecimento, no seguinte link:

http://www.blogizazilli.com/index.php/destaques/alja-academia-de-letras-jose-de-alencar

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Copa do Mundo e os questionamentos fora de hora

Crônicas de Francisco Souto Neto para o Jornal Centro Cívico

Jornal Centro Cívico  –  Ano 13  –  Edição 116  –  Junho de 2014

digitalizar3124Crônica de Francisco Souto Neto

Copa do Mundo e os questionamentos fora de hora

Francisco Souto Neto

          Nos primeiros anos deste novo milênio vários países do mundo inteiro se digladiavam pelo direito de sediar a Copa do Mundo em 2014. Em junho de 2003 a Confederação Sul-Americana de Futebol anunciou que Brasil, Argentina e Colômbia se candidatariam a sede do evento. Em 2006 referida Confederação votou unanimemente pela adoção do Brasil como seu único candidato, e todos exultaram. Joseph Blatter, presidente da FIFA, visitou-nos no ano seguinte e constatou que nossos estádios não tinham condições de sediar a Copa. A imprensa, que há anos acompanhava o assunto, mostrou que os brasileiros, maciçamente, desejavam que o grande espetáculo do futebol aqui se realizasse, e que eventuais obstáculos os frustrariam. Quando o presidente do país declarou que seriam construídos novos estádios, se bem me lembro, todos respiravam aliviados e orgulhosos. Na minha memória não há registros de repúdio ou insatisfação popular. Todos “queriam porque queriam” a Copa no Brasil.

          Os anos arrastaram-se até que ao final de 2007, quando a FIFA ratificou o Brasil como país-sede da Copa do Mundo em 2014. Viu-se um regozijo geral, com comemorações por toda parte. Depois disso, houve disputa entre as capitais brasileiras pelo direito se serem cidades-sede. Quando estas foram anunciadas, os moradores das mesmas festejaram a escolha.

          No segundo semestre do ano passado, entretanto, começaram a surgir, aqui e ali, grupos de pessoas manifestando-se contrárias à realização da Copa do Mundo no Brasil. No começo deste ano em curso as manifestações de insatisfação cresceram em passeatas, e as redes sociais intensificaram protestos e revolta.

          Mas existe aí um paradoxo, porque esses protestos dos insatisfeitos deveriam ter acontecido lá atrás, no tempo em que as proposições estavam ainda “no papel” e antes de o Brasil assumir o compromisso de realizar a Copa do Mundo de 2014. Agora, com os estádios praticamente concluídos e as cidades-sede preparadas para o evento, não é mais a hora de se posicionar contra. O silêncio deveria imperar ante o arrependimento daqueles que não se manifestaram em tempo hábil.

          Tudo, entretanto, parece bem claro: estamos às portas das eleições presidenciais, e a oposição ao governo move todos os instrumentos possíveis e impossíveis com o claro propósito de desestabilizar a candidatura de Dilma Rousseff. Os protestos têm fundo unicamente político. É tão grande a enxurrada de críticas à candidata, que nem todos percebem que enorme parte do que se diz é maquiavélica invenção que vem para engrossar essa estranha torrente de histeria coletiva, violência e ódio. Acredito que uma campanha política teria maior eficácia se enfocasse objetivamente os notórios partidos envoltos em corrupção e os seus respectivos políticos corruptos e corruptores, e não a candidata sobre quem, e a bem da verdade, nunca se publicou nem se apontou na imprensa qualquer fato que a ligasse à corrupção.

          Do mesmo modo que não gosto de nenhum partido político e tenho restrições a todos eles, também nunca me interessei por times ou partidas de futebol. A única ocasião em que assisto a jogos futebolísticos é nos campeonatos mundiais, cujas festas de abertura são cada vez mais admiráveis e mostram as belezas do país-sede, possibilitando-nos verdadeiros passeios através da televisão por aquelas nações para apreciarmos a evolução dos povos e a sua boa educação.

          Concluo esta crônica em 4 de junho de 2014 e fico desejando ardentemente que na próxima semana, na festividade de inauguração da Copa do Mundo, os brasileiros saibam dar uma bela aula de boa educação ao planeta inteiro que estará olhando para nós. Será a rara e maravilhosa oportunidade de mostrarmos que formamos um lindo país e que não somos os trogloditas que muitos gostariam que fôssemos.

          Vamos deixar os problemas políticos para depois da Copa do Mundo, e na hora certa louvar ou, se preferirem, criticar tanto a situação quanto a oposição, mas com fundamento, sem mentiras nem fanatismos partidários.

(Francisco Souto Neto – Junho de 2014)

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